sábado, 24 de setembro de 2011

Só um desabafo...

Ultimamente tenho-me deparado com cenas que só me deixam boquiaberta... não é nada comigo mas é triste ver a frieza de certas pessoas, o egoísmo, a falta de sensiblidade, a mentira e a falta de respeito. E quanto mais conheço essas pessoas, tenho a certeza que elas nunca irão mudar... e ainda por cima têm problemas de amnésia e não se cansam de se meterem na vida dos outros. Abre os olhos miúda antes que essa tua mania de manipular quem cai nas tuas teias te faça ficar sozinha... Palavras leva-as o Vento... As acções ficam para sempre.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ai que mistura...

De manhã, uma dose de Processamento de Texto misturada com Fonte de Alimentação, à tarde, filosofar sobre os malefícios do Telemóvel, and last but not the least, ao entardecer três horinhas de Excel e as suas fórmulas fantásticas... aiiiiii eu vou é dormir e sonhar com o Sistema Binário. Sweet Dreams for me!!!!


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nunca é demais...

Miminhos teus fazem-me tão bem... adoro a tua janela, o teu colchão e o teu beijoooooooooooooooooooooooooooooooo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Segue o teu Destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre

Iguais a nós-proprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.


Ricardo Reis, in "Odes"

domingo, 11 de setembro de 2011

"Não existe nenhum passeio fácil para a liberdade em lado nenhum, e muitos de nós teremos que atravessar o vale da sombra da morte vezes sem conta até que consigamos atingir o cume da montanha dos nossos desejos." Nelson Mandela


sábado, 10 de setembro de 2011

Ausência...

O meu dolce far niente acabou e agora não tenho muito tempo e nem cabeça para vir ao meu Cantinho e nem visitar os Blogs. Ando ocupada com um curso que iniciei e que me ocupa o dia todo, estou a apostar na minha formação, melhorar as perspectivas para o futuro...
O pouco tempo que tenho é para pôr o namoro em dia e relaxar.
Espero que estas mudanças valham a pena e que eu seja capaz de levar até ao fim os meus planos.
Por enquanto tudo bem e espero que continue assim.

Mas estou muito bem e feliz, a minha amada também está em mudanças e parece que tudo corre de feição... agora é só adaptar-nos às rotinas de cada uma e fazer com que tudo dê resultado.
Amanhã tentarei colocar as visitas em dia e ver o que vocês andaram por aí a tramar...

Beijos hiper fanfarrões para todos os que por aqui passam e deixam um pedacinho de vocês no meu Cantinho.

E toneladas de beijos daqueles bem gulosos para ti, MEU AMOR, por me aturares quando estou mais chata ou carente, e desejo que as mudanças que também estás a passar dêem frutos e que a partir de agora tudo siga o seu rumo, sem sobressaltos e tudo na Paz... Um dia de cada vez, sem stresses...











Liberdade de Escolha

Nós e os outros. O que fazemos e o que exigimos. O que pensamos e como nos comportamos, num jogo entre o nosso «eu» interior e o que a sociedade nos impõe, como numa peça de teatro em que somos actores num momento e simples figurantes no passo seguinte. Figurantes no nosso próprio mundo. Mas figurantes activos que, como espectadores, actuam com a sua passividade. Ao impormos aos outros regras ou, se preferir, ao escondermo-nos atrás da nossa indiferença, restringimos a nós próprios a liberdade de agir. E deixamos a sociedade continuar a marcar o ritmo. E a dinâmica das nossas vidas. Na maior parte do tempo nem nos apercebemos que entrámos num campo minado, que contribuímos para uma realidade castradora e para viver numa estrada de sentido único sem saídas secundárias. Somos vítimas da nossa própria indiferença e arrogância. A arrogância de julgar os outros. Através de estudos científicos, estatísticas, investigações estabelecemos regras. Não se deve fumar, devemos ser heterossexuais, devemos viver uma relação monogâmica, temos de ter uma carreira bem sucedida, uma família tradicional, tempo para os nossos filhos, amigos, um emprego, uma casa, temos de ter hobbies... E pior ainda, temos de ser felizes. Sim, não vale a pena queixarmo-nos, não há lugar para tristezas ou depressões. Há sempre quem esteja pior que nós. Então por que é que não somos felizes? É neste campo,neste tabuleiro em que nos mexemos. E fomos nós que o montámos, que o alimentámos e que o deixámos perpetuar-se dia após dia, ano após ano. Podemos não concordar, mas fugimos do conforto, não o pomos em causa, não lutamos contra ele. E ele, o mundo das regras estabelecidas, que tudo decide e nos impõe, que nos asfixia todos os dias um pouco mais, mata-nos a vontade de sermos nós próprios e de escolhermos o nosso caminho. E quando um dia, pontualmente, decidimos que é demais, que neste ponto em concreto, está na hora de dizer «não», cai-nos tudo em cima. E sentimo-nos perdidos, sentimos que não é justo. Mas fomos nós, nas pequenas coisas do dia-a-dia, que mantivemos este mundo. Somos nós quando aceitamos as pequenas regras, as pequenas «ordens» desta sociedade de valores hipócritas que, muitas vezes, não concordamos e que maioritariamente nem percebemos que lhe demos este poder. Pior, quando temos regras para nós e para os outros, para a nossa vida privada, criamos este muro. E um dia, este muro surge-nos pela frente. E aí parece um beco sem saída.
(...) Como é que é possível obrigar-se alguém a amamentar o filho, como é que um homem pode culpar a mulher de futuras alergias do filho só porque esta não quer amamentá-lo, como é que a ciência, escudada em estudos científicos- alguns dos quais feitos essencialmente para países em desenvolvimento e outros que são assentes em planos impossíveis de cumprir na prática- resolve impor uma pressão a que, eles próprios, médicos, não se sujeitam. É a tal história de nós e os outros, de dois pesos e duas medidas. Do faz o que eu digo, não faças o que faço. A vida é muito mais do que cumprir uma série de pressupostos delineados por investigadores. Cada um de nós deve ser livre de fazer as suas escolhas, cada um de nós deve respeitar as escolhas dos outros. E se fizéssemos isso, não por altruísmo mas, em última análise, até por egoísmo, a nossa vida, a de todos, era muito mais transparente. E muito mais fácil. Porque o que hoje cobramos a alguém, amanhã vira-se contra nós. Esta é uma das regras da sociedade. E somos nós que mantemos esta sociedade a girar desta forma. Mas podemos mudar tudo. Se quisermos. (...) e pense, (...) um dia, vai ser você, noutra situação qualquer, a estar num beco sem saída. Não queira isso.


Vasco Galvão- Teles ( Editorial da Revista Happy Woman, Setembro 2011)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.
Tati Bernardi