segunda-feira, 31 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carta de Amor

Eu sabia que seria apenas depois de te teres ido embora que iria perceber a completa extensão da minha felicidade e, alas! o grau da minha perda também. Ainda não a consegui ultrapassar, e se não tivesse à minha frente aquela caixinha pequena com a tua doce fotografia, pensaria que tudo não teria passado de um sonho do qual não quereria acordar. Contudo os meus amigos dizem que é verdade, e eu próprio consigo-me lembrar de detalhes ainda mais charmosos, ainda mais misteriosamente encantadores do que qualquer fantasia sonhadora poderia criar. Tem que ser verdade. Martha é minha, a rapariga doce da qual todos falam com admiração, que apesar de toda a minha resistência cativou o meu coração logo no primeiro encontro, a rapariga que eu receava cortejar e que veio para mim com elevada confiança, que fortaleceu a minha confiança em mim próprio e me deu esperanças e energia para trabalhar, na altura que eu mais precisava.

Quando tu voltares, querida rapariga, já terei vencido a timidez e estranheza que até agora me inibiu perante a tua presença. Iremos sentar-nos de novo sozinhos naquele pequeno quarto agradável, vais-te sentar naquela poltrona castanha , eu estarei a teus pés no banquinho redondo, e falaremos do tempo em que não existirá diferença entre noite e dia, onde não existirão intrusos nem despedidas, nem preocupações que nos separem.

A tua amorosa fotografia. No início, quando eu tinha o original à minha frente não pensei nada sobre a mesma; mas agora, quanto mais olho para ela mais esta se assemelha ao objecto amado; espero que o rosto pálido se transforme na cor das nossas rosas, e que os braços delicados se desprendam da superfície e prendam a minha mão; mas a imagem preciosa não se move, parece apenas dizer: «Paciência! Paciência” Eu sou apenas um símbolo, uma sombra no papel; a tua amada irá voltar, e depois podes negligenciar-me de novo».

Eu gostaria imenso de colocar esta fotografia entre os deuses da minha casa que pairam acima da minha secretária, mas embora eu possa mostrar os rostos severos dos homens que reverencio, quero esconder a face delicada da minha amada só para mim. Vai continuar na tua pequena caixinha e eu não me atrevo a confessar a quantidade de vezes, nestas últimas vinte e quatro horas, que tranquei a minha porta para poder tirar a fotografia da caixa e refrescar a minha memória.

Carta de Sigmund Freud a Martha Bernays, 19 de Junho 1882 (excerto)

domingo, 23 de outubro de 2011

Para Sempre no meu Coração...

Pela Mulher que és
e pela Namorada que foste...
desejo-te o melhor do Mundo.
=^.^=
(última vez que usarei esta marca)
porque é altura de fechar mais um capítulo da minha vida e iniciar outro


Obrigada por tudo o que me deste!!


domingo, 16 de outubro de 2011

Não será para sempre...

...mas por vários motivos, preciso de me ausentar por algum tempo. Irei visitar os vossos Blogs, comentar e deixar um beijo fanfarrão no vosso Coração. 

Entretanto... Fiquem na Paz do Amor e um beijo hiper fanfarrão em vocês.
Inté!!!!



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ah... se eu pudesse...



Se eu pudesse colher estrelas,


todo dia eu levaria uma para você.


Se eu pudesse chegar ao sol


eu pegaria um raio de luz só para você.


Se eu pudesse encontrar o pote do arco iris


eu daria todas as cores para você.


Eu faria isso tudo só por você!


Se eu pudesse chamar todos os passarinhos


eu os faria cantar para você.


Se eu pudesse construiria uma montanha só sua para


para que você descansasse mais perto do céu.


Se eu pudesse eu isolaria uma floresta onde só você


pudesse entrar, ir ao seu próprio encontro e respirar a paz.


Eu faria isso tudo só por você!


Se eu pudesse eu lhe levaria todas as alegrias


do Universo naqueles dias em que se sente triste.


Eu criaria um lugar especial feito só para você.


Um lugar onde você pudesse achar serenidade, estar só consigo


e se refazer dos seus cansaços.


Se eu pudesse apagar os seus problemas


eu usaria toda a minha força para faze-los desaparecer.


Eu faria isso tudo só por você!


... Mas não sei colher estrelas, não posso chegar ao sol


nem sei aonde está o pote do arco iris.


Não sei chamar os passarinhos


nem sou capaz de construir montanhas.


Não tenho licença para isolar uma floresta


nem posso livrar você de todos os problemas.


Mas eu sei que posso dar-lhe o que de mais forte existe em mim :


esta vontade de ver você feliz e de estar sempre aí ...

... com você até o fim

domingo, 9 de outubro de 2011

Balada de Sempre

Espero a tua vinda
a tua vinda,
em dia de lua cheia.

Debruço-me sobre a noite
a ver a lua a crescer, a crescer...

Espero o momento da chegada
com os cansaços e os ardores de todas as chegadas...

Rasgarás nuvens de ruas densas,
Alagarás vielas de bêbados transformadores.
Saltarás ribeiros, mares, relevos...
- A tua alma não morre
aos medos e às sombras!-

Mas...,
Enquanto deixo a janela aberta
para entrares,
o mar,
aí além,
sempre duvidoso,
desenha interrogações na areia molhada...

Fernando Namora, in 'Relevos'

Fotos de David Hamilton

A passear pelo Facebook, encontrei uma foto deste senhor que me despertou muito interesse. Fui ao Tio Google para encontrar mais informação e descobri fotos bem interessantes . Deixo aqui algumas e espero que gostem.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Verdadeiro Gesto de Amor... ( Parabéns a Nós)

Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante. O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente, uma inocência.
Fernando Namora, in 'Jornal sem Data'
Uns bolinhos para comemorar o dia em que nos conhecemos... parece que foi ontem e, como tu disseste, parece que nos conhecemos há muito tempo. Apesar de tudo, estou a gostar desta nossa nova fase, de ti...mesmo sem saber o que será daqui para a frente. Seja como fôr, PARABÉNS A NÓS!!!!!
*********** =^.^= ***********

E Mais uma História sobre Cupido...

E PORQUE O AMOR É CEGO...
Há muitos e muitos anos, tantos quantos nem se pode contar, narra a lenda, a paz reinava no Olimpo dos deuses e a felicidade na Terra dos homens...
A fortuna imperava nos países, a paz entre as nações, a harmonia entre os lares, e o amor entre os afortunados casais...
Até que um dia uma mulher da Terra traiu o marido com um deus do Olimpo. E dessa união adúltera nasceu uma filha muito louca, tão louca que lhe deram o nome de “Loucura”...
Os deuses do Olimpo ficaram preocupados e fecharam as portas do celestial monte - residência divina - para que jamais a menina Loucura violasse os portões sagrados...
Entretanto...
Certa vez, brincando nos jardins do Olimpo, o menino Cupido, Deus do Amor e filho da Deusa Vênus, quando brincava nas majestosas aléias, encontrou “Loucura” que conseguira burlar a vigilância e penetrar os divinais jardins dos deuses...
Logo ficaram amigos. Brincavam juntos, corriam pelos corredores e aléias ajardinadas em incansáveis brincadeiras, mesmo a contragosto da mãe, Vênus.
Vez por outra discutiam. Brincavam e brigavam, como todas as crianças.
Vênus proibira terminantemente que o filho se encontrasse com a pérfida “Loucura”, afirmando que ela seria a causa de todos os infortúnios no Olimpo dos Deuses e na Terra dos humanos...
Mas criança é criança e Cupido jamais obedeceu à divina mãe.
Encontrava-se de vez em quando com a nova amiguinha para os folguedos infantis, alegres e inocentes de todas as crianças, sejam filhos de deuses ou de humanos...
E Cupido e “Loucura” brincavam e brigavam, brigavam e tornavam de bem, como fazem as crianças normais...
Numa dessas discussões Loucura empurrou Cupido que bateu com a cabeça em uma rocha e ficou desmaiado...
Chamada ao local, a mãe Vênus, vendo o filho ensangüentado, desmaiado sobre a rocha, segurou-o nos braços e, enlouquecida pela dor, procurou Asclépio - o Deus da Medicina...
Após os exames de praxe, Asclépio, sentenciou:
- Cupido não morrerá porque é um deus, e como tal imortal... Mas o ferimento é grave, provocou uma concussão no cérebro...
Olhou com piedade a Deusa Mãe e concluiu:
- Cupido ficará cego para sempre. Jamais verá a luz do Sol!
Desesperada e cheia de ódio, Vênus clama por vingança. E exige um Conselho dos Deuses para julgar “Loucura”...
No Julgamento, cada Deus pronuncia a sua sentença.
O Deus Mercúrio - Deus do Comércio - propôs um pagamento em ouro, como compensação pela gravidade do crime...
Marte - o Deus da Guerra - sentenciou a Lei do Talião: “Loucura” provocou a cegueira de Cupido. Que furem os olhos da criminosa para que fique cega também...
Em seguida, falou a Lua:
- “Como mãe, jamais permitirei a terrível pena do Talião: proponho que “Loucura” seja encerrada em uma masmorra escura e que, como Cupido, jamais veja a Luz do Sol”...
Assim cada deus afirmou a sua sentença.
Finalmente falou Saturno - Chronos - o Deus do Tempo, regente da Lei e do Carma:
- “Nada do que foi proposto restituirá a visão a Cupido. Como ele não pode caminhar sozinho porque está cego, sentencio que Loucura seja condenada a guiar pelo braço o menino Cupido, por todos os lugares, e por toda a eternidade”...
E esta foi a sentença confirmada pela unanimidade dos deuses.
Por isso, amados leitores, ainda hoje, Cupido - o Amor - é cego e guiado por uma louca... e os amantes perdidos nos desgostos, entre ciúmes e traições, vivem, na maioria das vezes, e com raras e maravilhosas exceções, infelizes...
Mas os deuses são generosos.
Para amenizar o carma humano e ajudar a resgatar o amor, criaram a Astrologia, e ensinaram aos astrólogos a arte de interpretar o destino das pessoas em geral e dos amantes em particular, através da análise dos horóscopos... para ajudá-los nos momentos mais difíceis, sempre de acordo com os trânsitos planetários e estelares...
O horóscopo individual orienta como administrar a existência, para tornar a vida mais segura e mais feliz...
A Progressão anual ensina como administrar a vida ao longo do tempo...
E a sinastria, ou astropedagogia, ensina como administrar o amor para a felicidade dos casais e para o fortalecimento da família humana...

A História de Cupido e de Psique

Psique era uma jovem tão linda que Vênus passou a ter ciúmes dela. A deusa deu ordens a Cupido para induzir Psique a apaixonar-se por alguma criatura de má aparência, porém o próprio Cupido tornou-se seu amante. Cupido a pôs num palácio, mas somente a visitava na escuridão e a proibiu de tentar vê-lo. Movidas pelo ciúme as irmãs de Psique disseram-lhe que ele era um monstro e iria devorá-la.
Certa noite Psique pegou uma lamparina e iluminou o quarto para ver Cupido adormecido. Excitada diante da visão de sua beleza ela deixou cair sobre Cupido uma gota do óleo da lamparina, e o despertou. Por causa disso o deus abandonou-a, ressentido pela sua desobediência. Sozinha e cheia de remorsos Psique procurou o amante por toda a terra, e várias tarefas difíceis lhe foram impostas por Vênus. A primeira delas foi separar na escuridão da noite as impurezas de um monte enorme de várias espécies de grãos, porém as formigas apiedaram-se de Psique e vieram em grande número para realizar a tarefa por ela.
 
Cupido fica encantado com a
beleza de Psique

(Maurice Denis)
E assim, por um meio ou por outro, todas as tarefas foram executadas, exceto a última, que consistia em descer ao Hades e trazer o cofre da beleza usado por Perséfone. Psique havia praticamente conseguido realizar a proeza, quando teve a curiosidade de abrir o cofre; este continha não a beleza, e sim um sono mortal que a dominou. Entretanto Júpiter, pressionado por Cupido, consentiu finalmente em seu casamento com a amante, e Psique subiu ao céu.
"Embora sem um templo, embora sem altar!"
A história de Cupido e Psique é, geralmente, considerada alegórica. Psique em grego significa borboleta como alma. Não há alegoria mais notável e bela da imortalidade da alma como a borboleta, que, depois de estender as asas, do túmulo em que se achava, depois de uma vida mesquinha e rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um dos mais belos e delicados aspectos da primavera. Psique é, portanto, a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade.
Nas obras de arte, Psique é representada como uma jovem com asas de borboleta, juntamente com Cupido, nas diferentes situações descritas pela fábula.

Caetano Veloso e Maria Gadú em Portugal

Caetano Veloso e Maria Gadú vêm actuar juntos a Portugal. O concerto vai acontecer no dia 3 de Novembro no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, e a 5 de Novembro no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Os bilhetes para assistir ao espectáculo custam entre 25 € e 60 €.
Este concerto a duas vozes já aconteceu no Rio de Janeiro e passará agora por terras lusas.

Fonte: http://www.festivaleiros.com/caetano-veloso-e-maria-gadu-em-lisboa-e-porto/
 
Estou a pensar seriamente em oferecer a mim mesma como prenda de aniversário um bilhete para ver o concerto no Porto...

sábado, 1 de outubro de 2011

Selo das 5000 Visitas

Mais uma vez venho agradecer a todos os que por aqui passam, deixam um pouco de si e levam um pouco de mim. Pelo carinho, pelos beijinhos, pelas dicas, por estarem comigo nos dias bons e menos bons,  por acompanharem o percurso do Cupido Fanfarrão desde o início e mesmo aqueles que pouco sabem sobre este Cupido, pelas pessoas que tenho conhecido na Blogosfera e por tudo aquilo que me têm ensinado sobre o Mundo Virtual e Real... o meu Muito Obrigada a todos de Coração e espero que este meu Cantinho vos faça companhia de vez em quando e vos aqueça o coração!!!!! 
Beijos Hiper Fanfarrões e fiquem na Paz do Amor.

STOP
Pensavam que se íam livrar das tarefas do Selo???? NãNã... desta vez tenho uma tarefa para vocês mas é bem simples: é só comentar e deixarem a vossa opinião sobre o Cupido Fanfarrão. Tarefa bem fácil ;)

Encontramo-nos na Blogosfera ******




É a primeira vez que me apaixono e sinto paz ao mesmo tempo. Ou encontrei a pessoa certa ou estou me tornando a mulher certa.  
Tati Bernardi
...Cada dia que passa mais um pouco, mesmo naqueles dias em que chocamos por tudo e por nada mas, no fundo, são esses dias que nos fazem conhecer, contornar as nossas diferenças e chegar onde queremos... até agora tem resultado, temos conseguido dialogar... Gostava que continuasse sempre assim...