domingo, 9 de outubro de 2011

Balada de Sempre

Espero a tua vinda
a tua vinda,
em dia de lua cheia.

Debruço-me sobre a noite
a ver a lua a crescer, a crescer...

Espero o momento da chegada
com os cansaços e os ardores de todas as chegadas...

Rasgarás nuvens de ruas densas,
Alagarás vielas de bêbados transformadores.
Saltarás ribeiros, mares, relevos...
- A tua alma não morre
aos medos e às sombras!-

Mas...,
Enquanto deixo a janela aberta
para entrares,
o mar,
aí além,
sempre duvidoso,
desenha interrogações na areia molhada...

Fernando Namora, in 'Relevos'

8 comentários:

Simone butterfly disse...

obrigada pelo carinho que tens por essa simples borboletinha! Espero conhece-la uma dia, que o virtual se torne real, quem sabe um dia irei abraça-la e encher seu rosto de beijos! linda tarde de domingo!

Maria disse...

Como sempre, torna-se um prazer ler-te.
Sem querer, tornaste-te em alguém que me dá forças. E é tão bom recebê-las.

Um beijinho muito grande. Uma excelente semana!

Maria *.*

Anónimo disse...

=^.^=

Daniela disse...

Obrigada Meninas e beijos especialmente fanfarrões para vocês. Ando por aqui quando precisarem. ******

Simone butterfly disse...

oi minha linda aquele poema que gostaste recebir por e-mail, desconheço o autor, mas é muito linda mesmo, por isso que postei, se quizer postar pode ficar a vontade! beijos e linda noite!

Simone butterfly disse...

Oi minha linda não sei se ai em Portugal amanhã é feriado, mas desejo um ótimo feriado, cheio de alegrias, beijos carinhosos

Simone butterfly disse...

Oi minha linda não sei se ai em Portugal amanhã é feriado, mas desejo um ótimo feriado, cheio de alegrias, beijos carinhosos

Simone butterfly disse...

Ai, coração.....
E agora, o que faço?
Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
Estou de volta a minha solidão
Ela sorri e me abraça.
É tão frio seu abraço, tão vazio
E tão cheio de nada....
Chove, coração...
Esta ouvindo?
Até parece que a natureza adivinha...
Ela é sabia, pois traduz
O que estou sentindo,
Pois as lágrimas que verti por dentro,
Estão lá fora, inundando o mundo.
De repente, quem sabe,
A chuva que agora ouço,
Pode servir de cobertor
Aos solitários,
Aos sem ninguém
E que, por terem a solidão como companheira
E não terem ninguém com quem compartilhar-se
Sentem mais que muita gente
Sentem mais profundamente.
E agora, coração?
Quem vai ouvir o meu grito?
E entender o meu pranto?
Não existe mais o acalanto,
Não existe mais o aconchego
Não existe mais o ombro amigo.
E agora, coração?
O que faço?
Sou forte,
Mas também,
Sou criança.
tenha uma ótima quinta-feira