terça-feira, 5 de julho de 2011

Soneto de Amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., — unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... — abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio, in “Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, Eugénio de Andrade”

5 comentários:

Um Doce no Coração disse...

Conheci recentemente este soneto...achei-o lindo.

Ai esse coração a mil a hora...adoro o teu escritorio...e tudo aquilo que me fazes sentir :)

Beijinhos doces

Deh... disse...

Minha amiga linda, que post maravilhoso, vc sempre acerta em cheio nas suas escolhas, tão doce e cheio de sentimentos. Vejo que esses seus lindos olhos estão mais que brilhantes e fico muito feliz com isso, mesmo eu sendo assim meio ausente...rsrs, saiba que estou sempre torcendo pra que seja muito feliz. Adoro muito vc!!
Bjsss carinhosos

Daniela disse...

Obrigada Meninas pelos elogios e sabe sempre bem sentir o carinho e os vossos miminhos, que consigo transmitir para voces os meus sentimentos e de aquecer o coração de quem visita o meu Cantinho. E Deh, sei bem como é a tua vida corrida e não preocupa porque moras no meu Coração e quando tenho saudades visito a tua Casa Inspiradora e que tanto me faz suspirar e recordar.

Bjss fanfarrões e que fiquem na Paz do Amor

Anónimo disse...

De facto tenho que concordar que a escolha foi optima, fez-me transpirar e sentir um arrepio bom :P
viva o amor, viva as coisas boas da vida, Viva a ti que me fazes sentir tão bem
=^.^=

Daniela disse...

Decerto :P